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Memories

por cem-noites, em 03.06.15

Eram longos os serões que passávamos no sofá. Tu jogavas um par de horas, eu estudava. Comíamos chocolates. Ficávamos assim algum tempo mas nunca te demoravas. Rapidamente punhas a tv numa série qualquer e eu aninhava-me em ti e tapava metade das pernas com uma manta. Afagavas-me o cabelo com a ponta dos teus dedos suaves e começava a fechar os olhos, deixando-me levar pelo embalo. Desligavas tudo quando o episódio findava. Só se ouvia o barulho do relógio que marcava a contagem dos segundos. Puxavas as persianas e o patudo fazia um som estranho como que a despedir-se de ti. Pegavas em mim com toda a delicadeza e pousavas-me na cama sobre os lençóis. Beijavas-me a testa. Os teus lábios suaves e quentes. Tiravas a t-shirt, deitavas-te. O teu peito forte sobre as minhas costas. A emanação de calor dos nossos corpos. A tua respiração contra o meu pescoço. Assim ficávamos até de manhã o sol nos beijar a pele através das brechas dos estores. Acordo e tu olhas-me. As tuas pestanas negras e demarcadas. Um sorriso leve e inspirador de bom dia. Sempre fui mais preguiçosa e deixo-me ficar ao invés de ti que te escapas da cama para a cozinha. Ouve-se a cafeteira e o cheiro intenso de café invade o quarto. Surpreendes-me mais uma vez, quando chego à cozinha descalça e me apresentas croissants com chocolate para acompanhar o café. A mesa posta e algumas flores junto ao meu prato. Abres a porta. Cheira a primavera. Os passarinhos cantam para nós e assim começamos um novo dia com um manto verde de folhagem a sorrir para nós.

Se eu pudesse pedir alguma coisa neste momento, seria para nunca te ires zangado comigo

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publicado às 00:19

Para os descrentes, uma só crença

por cem-noites, em 26.05.15

Não te sei qualificar em palavras o quão agradecida te estou por tudo aquilo que me depositas nas "mãos". Não sei ao certo quando começou a entrega desde voto cujo peso foi aumentando com o tempo. E hoje aqui o tenho em mim, com medo de o partir. Frágil como um cristal, pesado como são todos os medos de algo que queremos preservar, sem estragar. Com a vontade de o querer agarrar e guardar. Na verdade era até certo ponto inconcebível que este período áureo chegasse. Cheguei mesmo a pensar que fosse uma utopia. Porém, aqui está ele. Recordo-me de tempos remotos em que tenho lembranças cinzentas e com falhas na fita como se de um filme antigo se tratasse. Houve todo um processo de ajustamento até termos conseguido chegar aqui. E acho que o ponto fulcral foi mesmo termos-nos afastado de toda a conspiração da multidão em que estávamos inseridos. E eu gostava de saber onde estão os descrentes. Onde estão todos aqueles que desvalorizaram aquilo que hoje para nós vale tanto como ver o amanhecer ou adormecer ao sabor da lua. Porque a sua descrença maior não era em nós, era no amor. E aqui estamos hoje. Nós e o amor. Prontos para combater todas as descrenças do mundo. Se há coisa que nunca me ensinaram a perder foi a fé... E para além da minha ser muito firme, se há coisa em que eu deposito a minha maior crença, é no amor

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publicado às 23:48

Quem tem uma mãe, tem tudo

por cem-noites, em 30.04.15

Acho é por um triz que estou neste momento no autocarro. Acho que hoje, foi mesmo por um triz que a minha mãe não me trancou em casa porque a vontade dela era essa. Está preocupada porque estou com ar cansado. Quem tem uma mãe tem tudo. A verdade é que acho que o facto estar a passar uma fase menos boa na minha relação está a fazer com que eu fique exausta psicológica e emocionalmente, e acho que isso se reflete no corpo. Estou constantemente nervosa e com receio, e que altura péssima para estar assim. Estou naquela fase em que só quero que as coisas se resolvam, de uma vez por todas.

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publicado às 07:42

...

por cem-noites, em 15.04.15

Nada me mete mais asco do que ver que as pessoas da minha geração continuam com uma mente tão pe-que-ni-na, que têm palas nos olhos e que só vêem um único sentido à frente. O pior de tudo é não se predisporem a ideias novas, partirem do principio que só a sua está correta. Mas cada um está na vida para o que quer... não deixa de ser triste. 

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publicado às 21:58

...

por cem-noites, em 27.11.14

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"Amo-te de verdade mas tenho um segredo que não posso contar-te, por nenhum motivo em especial, apenas porque já não é segredo nenhum e já é tarde demais para to contar, tenho um deserto inultrapassável do teu lado da cama, quantos silêncios pode a saudade suportar?, preservar um amor nao é afinal livrá-lo do mal, é antes perceber-lhe o ml e aceitá-lo por bem, amén."

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publicado às 22:09

dos dias

por cem-noites, em 11.11.14

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O medo que os outros não têm de nós ferir volozmente com as suas palavras ou com os seus olhares. A insensibilidade crua e dura do ser humano espelhada nas paredes que congela tornando o ambiente gelado é impossível de ser acolhedor. A inveja como o expoente máximo de olhares maléficos, um dos sete pecados mortais. A cidade está lotada de pecados e a transbordar de pecadores. E ter as palavras aqui todas na garganta, de quem quer o bem. Parece que o bem hoje em dia é uma minoria.

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publicado às 22:52

O nosso crepusculo

por cem-noites, em 05.11.14

Perpetua-se a vontade de tocar-te. Não sei quantos minutos mais poderemos passar embalados pela luz do crepúsculo mas sem dúvida que é a nossa melhor hora. A hora em que sinto a tua mão grande a afagar-me o cabelo com suavidade e cada toque dos teus dedos na minha pele como se daquele toque decorresse o girar da terra. Organiza-se ali a melodia do que mundo e o próprio mundo conspira a nosso favor. Dá-nos sempre a melhor luz crepuscular para que possamos estar no nosso tempo finito. O tempo onde criamos harmonia.

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publicado às 19:01

Estado de carência

por cem-noites, em 02.11.14

Estou num estado de carência horrível. Em que não me suporto a mim mesma. Em que tenho as emoções à flor da pele. Apetece-me chorar por tudo e por nada e QUALQUER coisa me faz chorar. Ler, ouvir música (que nestes dias o reportório é o mais deprimente que possam imaginar), estudar... Não consigo fazer nada. Estou num estado péssimo. Hoje a única coisa que ma acalmou foi passear num jardim e sentir as cores e o cheiro do outono. Não sei, sinto que anda tudo ao contrário. Sinto que tudo necessitava de uma organização nova. Sinto que as pessoas estão sem vida. 

E só de pensar no meu dia de amanhã, imaginem o que me apetece... chorar.

Obrigada à minha mãe, por todos os mimos que me dá. Ela percebe tudo. 

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publicado às 19:52

way

por cem-noites, em 28.09.14

 

Podemos andar por aí por estradas paralelas, caminhos diferentes, sentidos opostos, mas havemos sempre de encontrarmos-nos num ponto crucial. E esse será sempre o meu ponto da estrada favorito. Aquele em que tu pegas em mim e me levas contigo. 

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publicado às 12:25

An Angel

por cem-noites, em 27.09.14

 

Hoje, mais que tudo, tenho saudades suas, Avó. Queria perder-me no seu abraço mais uma vez. Eu dava tudo por isso. Tudo. 

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publicado às 21:23


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