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Um e meio

por cem-noites, em 01.07.15

Um ano e meio e começámos o dia a celebrar. Não juntos fisicamente mas sempre juntos. Quantos momentos bonitos poderíamos aqui citar? Quantos sorrisos? Podia falar de todas as vezes que adormeci no teu colo ou de todas as vezes que me protegeste dos meus medos. Às vezes só precisamos disso. Alguém que se revele mais forte que nós, o suficiente para não nos sentirmos sufocar quando julgamos estar à beira do abismo. Um ano e meio depois vejo-nos como nunca julguei que nos veria. Sinto-me na tua casa como se estivesse na minha, falo com a tua mãe como se nos conhecêssemos há anos enquanto discutimos sobre livros e decoração e sinto carinho pela tua irmã mais nova como se fosse minha. Há um ano e meio era demasiado criança. Embarquei nesta relação quando nada sabia sobre amor. Nunca se sabe tudo sobre amor mas uma rapariga de dezassete anos não sabe mesmo nada. Lembro-me de ter ficado corada quando demos o nosso primeiro beijo à frente do nosso grupo de amigos sob o fogo de artificio que explodia no céu. Incrível como nunca me esqueci dessa noite. Acho que sem nos apercebermos ultrapassamos muitos desafios. Seguimos caminhos muito diferentes em alguns aspectos da vida, mas nunca nos desviamos da nossa linha e talvez isso tenha sido a nossa salvação. Aos poucos e poucos conhecemos mutuamente o melhor e pior de cada um. E se eu adoro o teu melhor, oh, eu amo o teu pior.

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publicado às 20:15


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